Mesa Quadrada #2.2 – O problema da mão-de-obra
Postado em: outubro 23, 2009
Categoria: Geral, Mesa Quadrada
A primeira parte desse Mesa Quadrada Publicitários encheu a gente de alegria. A discussão ganhou continuidade nos comentários, com bons argumentos e pontos de vista. Vamos continuar porque tá bonito. Dessa vez a gente vai falar um pouco sobre a mão-de-obra no mercado de propaganda. Plaaaay!

outubro 23rd, 2009 at 15:14
[...] This post was mentioned on Twitter by Victor Barão and leandrossrock, scriptease.tv. scriptease.tv said: Mesa Quadrada Publicitários #2.2 – O problema da mão-de-obra: http://migre.me/9Jza [...]
outubro 26th, 2009 at 18:12
Bom, serei o primeiro. Acho que tudo depende de qual público estamos falando. Jovens de classe média que escolheram comunicação cujo maioria tem condição de bancar uma faculdade cara mesmo ainda em duvida se é isso mesmo que querem da vida. Não acredito que seja um problema estrutural e sim uma “banalização” da profissão (sem obrigatoriedade de diploma, etc). Outro fator são baixos salários, existe uma sensível debandada dos formandos em comunicação para mercados melhores, tudo isso tem que ser levado em consideração.
outubro 27th, 2009 at 16:16
Concordo com o Barão e vou além.
Quando me mudei pra cá, tive uma certa dificuldade no começo, pois no meu currículo constam agências, como DNA, RC dentre outras.
E a dificuldade esbarrava na grana. Me achavam “caro”.
Não que eu fosse bartim tbem, mas sabia desde o início que não ganharia aqui o que ganhava em BH.
Saliento que se precisarem de algo, é só chamar, adoro debater.
abs a todos.
outubro 28th, 2009 at 08:55
Passando pra deixar o link da coluna que escrevo.
http://paginacultural.com/author/fabinho-rezende/
texto sobre a santa criatividade de algumas “campanhas” feitas aqui.
outubro 28th, 2009 at 12:03
Grande Fabim.
Ótimas as suas contribuições, assim como sua coluna na Página Cultural.
Eu acho ainda que um pouco dessa falta de interesse dos estudantes é culpa nossa. Talvez nossa profissão já não seja mais tão admirada. Eu, por exemplo, quis ser publicitário depois de ver o comercial “Hitler”, feito para Folha de São Paulo. Era inspirador. Me fez querer estar por trás daquilo. E hoje?
outubro 28th, 2009 at 14:09
Concordo muito com o que falam sobre a falta de preparo e como é difícil achar bons profissionais hoje no mercado. Porém é bom olhar o outro lado também.
Tá cheio de agência ai que não quer bons profissionais. Tem agência que não tá preocupada em trabalhar comunicação, marca, branding (palavra que muitas nem conhecem), construção de marca etc.
Tem agência que se você questiona briefing, briga por ideias, luta pra fazer uma boa comunicação, você é considerado profissional problema. Está perdendo tempo de mais pensando.
Tem atendimento em agencia que tem ordem pra não nunca questionar. Pra nunca falar não. Apenas saber o que o cliente quer, levar e fazer.
Os estagiários são largados em um canto da agencia fazendo pequenas alterações e assim podem ficar pelo resto da vida, porque ninguém vai lá passar conhecimento pra eles. Alguns até já são tratados como profissionais, de mão-de-obra barata, onde chegam a montar campanhas pra cliente que não tem grana.
Tem “diretor de criação” que não sabe aproveitar o potencial da sua equipe e as vezes nem querem. Vamos fazer peça e layout bonitinho que já tá bom! O lance é dinheiro no bolso. Tem muito profissional que quando muda de agência o portifólio transforma. Só porque mudou de agência. A mesma coisa clientes.
Twitter. Isso é uma absurdo! Não podemos ficar mexendo nisso.Melhor também ficar fora do youtube, orkut, facebook. Haaa… mas quando precisar criar pra eles, saiba bem como mexer ou você será considerado um profissional sem preparo e que não conhece a internet.
Cabe também uma pergunta: Será que sua agência é boa? Ou o discurso é sempre melhor que o trabalho?
Bom, é pra ajudar o debate e gostaria de deixar bem claro que admiro muitos dos trabalhos de várias agências que ai participaram e de outras que ai não estiveram, mas também espero mais de outras que poderiam bem mais.
outubro 28th, 2009 at 16:53
Opa, é sempre um prazer.
Concordo também com o Gustavo quando ele diz que ta cheio de agência que não quer bons profissionais.
é bem isso que quis retratar na minha coluna. Existe alguma coisa pior que:
“Não cometa enganos, cometa pisos”.
“Vai ser bom à Bessa. Lançamento do cd de Juninho Bessa”.
“Aqui a procura por bons imoveis se tornou habitua. Habitual Imoveis”.
Como diria Boris Yeltsin: É Vodca!
outubro 28th, 2009 at 18:18
Cada empresa tem os profissionais que merece e consegue atrair. É inquestionável que o número de bons profissionais em propaganda é muitas vezes menor que o de maus profissionais. Assim como em qualquer outro ramo de atividade.
Na idade média, havia muito mais ferreiros, compositores, artesãos, agricultores ruins do que bons. Isso acontece desde o início da sociedade civilizada. Pergunte a um engenheiro, administrador, agrônomo ou arquiteto empreendedor se ele não enfrenta o mesmo problema. Resta ao bom empresário saber criar um ambiente de trabalho e uma marca que sejam desejados pelos melhores do ramo.
Outro papel fundamental de quem administra uma agência é saber descobrir e desenvolver talentos não-lapidados. Uma opinião: a área de atendimento é a mais carente de todas. Justamente por ser um profissional que, pra ser bom mesmo, requer muito mais flexibilidade, jogo de cintura, conteúdo e experiência do que a média.
Concluindo: reclamar de falta de mão-de-obra de qualidade é inútil e ligeiramente hipócrita. Uma vez que grande de parte da culpa por essa carência é justamente dos comandantes. Resta ao empresário, da área de publicidade ou não, usar as ferramentas que tem para qualificar, treinar, orientar e motivar sua equipe. O que não resolve todo o problema, mas possibilita um crescimento consistente.
outubro 28th, 2009 at 23:47
Oi. Sugiro uma mesa “des”-quadrada mostrando o outro lado da moeda: que tal chamarmos alguns dos profissionais que não recebem pro-labore para vermos o ponto-de-vista real do que acontece nas agências de Uberlândia?
Diretores de arte, atendimentos e estagiários comentando sobre como é ˜ficar na sombra” em uma agência. Tem um ditado que diz que ˜cada cliente merece a agência que tem” e acho que vale esse, ˜cada agência merece os profissionais que tem”.
Fica essa sugestão pro pessoal do Scriptease.TV. Parabéns pelo tema.
outubro 28th, 2009 at 23:57
bando de sangue-suga babaca!
outubro 29th, 2009 at 09:35
Desculpem-me por demorar a postar um comentário. Pois só agora o Thiago Schmidt (meu chefe) me autorizou acessar internet pra ver meu twitter, acessar alguns blogs e fazer um bate-papo rápido no MSN. Afinal de contas, nossa indústria não pode parar de produzir parafusos.
outubro 29th, 2009 at 09:49
Idade média? Ferreiros? Sociedade civilizada? Nossa, essa é da boa um mermão? Chefe que autoriza uso de blogs, twitter e msn? Em plena sociedade civilizada?
Isso é alguma agencia daqui? Nossa…
Manda internar que isso é doidimais.
outubro 29th, 2009 at 09:55
Nossa e ainda tem o lance da culpa dos comandantes. O poder emburrece mesmo. Ao ponto de existirem agencias aqui que os funcionários são vigiados por cameras com audio e ainda agencias que autorizam funcionários a usarem blogs, twitter etc…
Realmente hipocrita é viajar e falar tanta besteira….
outubro 29th, 2009 at 10:40
Ô Nardini e Victor… essa mesa com a turma que trampa nas agências é mesmo uma boa idéia de tema hein! Vai ser bacana.
A turma que está nas agências tem muito o que contar, as besteiras que escutam chegam a ponto de coisas tipo “você é muito são paulo pra nós”. Um ex diretor de arte da Sic me contou que escutou isso de uma agência até que respeitada de Uberlândia. Mas poxa vida… se o cara é muito são paulo, ele é foda! E realmente é. Deu um show nos tempos que passou por aqui.
Vamos descobrir coisas que não sabemos…
Um abs ae pra turma!
PS: Marcelo, o Bruno Melo estava com a alavanca da ironia no modo ON quando escreveu o comentário! hehehehehe….
outubro 29th, 2009 at 10:41
Bruno e Keiniti: como vocês conseguiram furar o bloqueio e a vigilância de Internet aqui da agência? Vou ter que falar com o capataz para tirar os cabos de rede dos computadores. Agora, mãos à obra que tem 2.568.980 fotos de catálogo pra tratar e diagramar. Salve o chicote!
outubro 29th, 2009 at 10:47
Augusto, que revolta é essa cara?
outubro 29th, 2009 at 11:14
Hahahaha. Rapaziada da SIC sequestrou o tiozinho de TI e hackeou o sistema. Tá tudo liberado!
outubro 29th, 2009 at 11:25
Nooo.. fudeu agora. Vão ligar o firewall… rsrsrs
outubro 29th, 2009 at 11:34
PS: O nome Bruno Melo é meramente ilustrativo.
outubro 29th, 2009 at 11:58
Bruno, Keiniti e Gustavo. Passem no RH depois do almoço que o Léo tem uma surpresinha pra vocês. Hehehe (esfregando as mãos, com olhar de vilão).
outubro 29th, 2009 at 12:15
Taí um que realmente não faz parte da pequena turma dos bons. Sabe analfabeto funcional? Esse aí nem com reza braba. Parece que não entendeu nada. Ah, e é da boa sim.
outubro 29th, 2009 at 13:49
Calma gente, calma…. ignore o cara, não de corda a ele.
peace, love and a bath sometimes, got it?
outubro 29th, 2009 at 15:21
Oh marcelo, vc entrou pra comentar no site errado, tá aqui o site pra vc não errar mais, segue o link aí filhinho:
http://www.morroida.com.br/2006/05/19/eu-devo-ta-bebado/
outubro 29th, 2009 at 15:38
[...] Tá aí a segunda parte do Mesa Quadrada com Publicitários de Uberlândia. Dessa vez nós discutimos as dificuldades com a mão-de-obra. Vale a visita no Scriptease pra conferir a ótima discussão nos comentários. [...]
outubro 30th, 2009 at 11:51
Que tal chamarmos os estudantes para ver qual a percepção deles em relação às agências?
outubro 30th, 2009 at 19:04
Pô Augusto, vindo de vc deve ser uma puta indicação, não é mesmo filhinho? Sua cara o site.
outubro 30th, 2009 at 22:41
Essa é uma ótima desculpa para agências que não são criativas: “Não vamos brincar com o dinheiro do cliente.”
Agora eu pergunto aos participantes dessa mesa redonda: Uma propaganda com salgadinhos em 3D, que me pareceu ter sido renderizada em MS-DOS, é o que?
Se não quer brincar com o dinheiro do cliente, tenha bom senso na hora de criar uma campanha. Saiba avaliar quando uma idéia é ruim e quando a execução é pior ainda.
É óbvio que quem não tem critérios para avaliar uma boa idéia e uma boa execução não vai valorizar uma mão-de-obra de qualidade e não vai ter argumentos para cobrar um preço melhor pelo produto que oferece para seu cliente.
Agência que quer pagar para Diretor de Arte o que recebe um Arte Finalista não tem como ter um trabalho de qualidade. Logo, não tem como ter clientes de qualidade.
Enquanto alguns continuam se justificando através da “realidade” do “mercado regional”, outras mostram que podem, realmente, fazer a diferença.
E essas, pelo que vejo de fora, como estagiário de criação da Filadélfia, parecem saber valorizar e investir na mão-de-obra qualificada.
IDÉIA é algo que custa caro, pelo simples motivo que é o que funciona e dá retorno para o cliente. E idéia não está somente no setor de criação da agência. Idéia é o resultado do trabalho de toda a agência, começando lá no atendimento, passando por planejamento, mídia e criação, não necessariamente nessa ordem.
Uma coisa é certa: toda agência tem a cara do seu dono.
Parabéns aos poucos donos e representantes de agências de Uberlândia que sabem valorizar idéias.
outubro 31st, 2009 at 01:11
Interessante falar sobre mão-de-obra. Mais interessante é quando uma agência consegue algum talento comprometido, responsável com o resultado, com vontade de aprender, com argumentos para contribuir, com boas ideias para a criação e flexível e essa mesma a agência fica mais preocupada se o cara passa o cartão na hora certa ou não, sendo que ele nunca atrasou um job. A desculpa vem com o nome hipócrita de qualidade de vida. Mas é só uma campanha precisar e tá todo mundo fudido lá, no seu fim de semana, perdendo sua qualidade de vida. O que não há mal algum se o profissional tem paixão e compromisso com aquilo. O problema é que se ele quiser compensar suas horas extras (e sempre são muitas) chegando 30 minutos atrasados, às vezes resolvendo problemas pessoas, passa a ser recriminado e perseguido por isso. Toma advertências como um garoto na quinta série. Primeiro verbal, depois por escrito. Faz favor… que mercado é esse, que mentalidade é essa?
Nessa mesa quadrada há donos e gestores. É um ponto de vista interessante, mas é só um ponto. Porque o que percebi há alguns dias é que há agência que te vigia se você se comunica por mídias sociais, MSN. Que bloqueia Orkut na empresa, mas tem área que se diz perita em mídias sociais. Agência que acha ruim de você mandar links pra todos, tornando algo comum, uma idéia interessante. Agência, acreditem, que chama de ociosos e de vagabundos seus profissionais porque trocam ideias no lanche. E, pior, totalmente alheia ao que se passa na sua criação. Deixando claro que a criação está lá, ralando, se desdobrando pra cumprir o que os clientes querem e gerando o lucro para os carrões, os silicones e as piscinas aquecidas dos donos. Agência que valoriza mais o cartão de ponto do que criar uma experiência de comprometimento e resultado com seus funcionários. Agência que acha que clima organizacional é fazer happy hour e dar presente no dias das crianças. Pior, agência cujos donos parecem que administram uma empresa de limpeza, sem desmerecer quem trabalha numa empresa de limpeza. E, o pior de tudo: agência que leva pro pessoal coisas que deveriam ser tratadas profissionalmente. Coisa de agência/família/gente/unida/juntos/venceremos. Toda generalização é um erro, mas traz fatos. Não estou sendo generalista. Pelo contrário, estou sendo bem específico se é que me entendem.
outubro 31st, 2009 at 01:11
“Meninas não briguem”!
Gostei das ironias cotidianas, inusitadas e não ensaiadas aqui citadas.
Gostei da discussão do vídeo, apesar de não ser tão profunda.
Pra falar a verdade, gostei mais das discussões que do próprio vídeo. Isso mostra que os profissionais de Uberlândia sabem escrever, pensar, falar que está errado, desabafar.
Isso mostra que um site, um ideal não tão comercial (talvez um pouco), está realmente nos levando a refletir o quanto todos estão errados.
Se tem falta de mão de obra a culpa talvez seja do mercado.
Se tem mão de obra desqualificada a culpa é das agências e das faculdades.
Se tem salário baixo a culpa é do mercado e, em grande parte, dos profissionais que não procuram ser “fodas” e se acomodam. Como o Anacleto disse: “O sujeito quer um lugar ao sol mas ele quer ficar na sombra!”. E como o Júlio Meirelles disse em outro vídeo: “As pessoas não têm paixão pelo que fazem!”.
E o principal, se tem umas meia dúzia de agências que são empresas, a culpa é das outras agências e do mercado.
#ProntoFalei
Abraços a todos!
outubro 31st, 2009 at 03:27
Velhos problemas, velhos rostos (alguns muito mais velhos rsrsrs), aquele mesmo “mimimimi” que atrapalha a conversa ganhar outro nível nos comentários, a mesma ladainha do “o culpado é …”, mas será que desta vez e com uma ferramenta fantástica como esses debates, Uberlândia vai crescer e se tornar respeitável como mercado publicitário? Porque esses mesmos problemas outros lugares também tem, a diferença está na proximidade entre todas as partes queixosas.
O ensino está fraco? Pare de contratar e torne os motivos para isso público.
O novos profissionais estão sem paixão? Dêem o exemplo, paixão é contagiante.
O emprego não está a sua altura? Mude, saia. O mundo é grande, talvez você esteja no lugar errado.
O que não pode acontecer é essa inércia barulhenta e “reclamona”.
Uberlândia é uma cidade fantástica e possibilita qualquer um fazer a diferença, então faça!
Abraço e Saudades
outubro 31st, 2009 at 11:52
Parafraseando o Thiago Schmidt: Cada agência tem os profissionais que consegue pagar.
Bons profissionais existem e estão por aí, só que eles são caros. As agências reclamam, mas querem pagar R$600,00. Aí não dá minha gente!
Paixão pela publicidade! É uma coisa bonita, e eu até sou apaixonado, mas eu quero é dinheiro mesmo. Um salário COM CARTEIRA ASSINADA que valorize a nossa profissão. O mercado publicitário de Uberlândia está sem mão-de-obra porque os bons profissionais mudam de atividade ou vão para outro mercado. Isso é fato.
O cliente também é culpado, quer pagar barato, escolhe o layout que tem sua cor preferida e depois fala que está pagando caro por uma agência que não dá resultado.
Tudo isso é uma cadeia de valores, ou o mercado se organiza e melhora ou continuará a reclamar da vida, das flores e de todo o resto.
outubro 31st, 2009 at 14:07
Muito bom entrar aqui e ler essa rica discussão. Concordo demais com o Mosca, esse “mimimi” deve ser o que impede grandes mudanças, grandes transformações. Já trampei em agência em que até YouTube era proibido, AGÊNCIA! Redes sociais então nem se fala. Falta alinhar o discurso com a prática, como diz o Cabral, falar em qualidade de vida e ferrar com o fds do cara, se dizer perita naquilo que proíbe dentro da empresa, algo está errado.
novembro 2nd, 2009 at 20:12
hiiiihuuuu… quem mandou não estudar e virar publicitário… vamo que vamo… ta ruim mas ta bom…
novembro 6th, 2009 at 15:20
e quem disse que publcitario nao estuda meu amigo? soh se for voce.
novembro 9th, 2009 at 14:54
É que minha mãe sempre falou, estuda meu filho… pra você virar médico e ser alguém na vida… eu não dei ouvido e virei publiciotário… mas isso é uma piada Vinícius… não precisa ficar ofendido.
novembro 10th, 2009 at 19:16
Esse mercado pode ser o pior do mundo, mas vamos manter o senso de humor!