Mesa Quadrada #2.2 Extra- O problema da mão-de-obra
Postado em: outubro 30, 2009
Categoria: Geral, Mesa Quadrada
No post sobre a mão-de-obra, algumas coisas tiveram que ser editadas porque o querido Youtube tem problemas com videos de mais de 10 minutos. Mas a discussão nos comentários pegou fogo, e nada mais justo que mostrar tudo o que rolou na mesa. Bora ver!

outubro 30th, 2009 at 11:32
Parte extra bem melhor.
Concordo.
outubro 30th, 2009 at 12:17
Essa parte FAZ diferença.
outubro 30th, 2009 at 14:17
Interessante a colocação do Anacleto sobre confundir informação com formação. O criativo tem que ter um tempo na correria do dia-a-dia para buscar referencia em anuários, assistir aos filmes que não passam no cinema popular, viajar para países com culturas diferentes das nossas e até ouvir aquelas músicas que não tocam no rádio. Isso é ser um puplicitário…
outubro 30th, 2009 at 14:52
E as agências, o que fazem pela formação do profissional?
outubro 30th, 2009 at 23:01
Cannes ta sem idéia, ou Cannes está valorizando idéias que geram resultados?
Achei muito interessante quando o Henrique Damião falou sobre crossmedia e o único comentário que teve de resposta foi um “é verdade”. Só mais uma mostra que a maioria das agências não está se atualizando como deveria. Pelo menos um para notar que a comunicação JÁ mudou.
Identidade, integração, interação. Algumas palavras-chave dessa nova comunicação. Pesquisem, senhores donos de agências do século passado.
E como o Gustavo falou no último post, Branding é um assunto que deve ser ao menos pesquisado.
Interessante, ao que parece as pessoas mais atualizadas nesse mercado são as que “deixa us trabaio di lado para ficá fuçanu naquela tal di internet”.
outubro 31st, 2009 at 01:12
Interessante falar sobre mão-de-obra. Mais interessante é quando uma agência consegue algum talento comprometido, responsável com o resultado, com vontade de aprender, com argumentos para contribuir, com boas ideias para a criação e flexível e essa mesma a agência fica mais preocupada se o cara passa o cartão na hora certa ou não, sendo que ele nunca atrasou um job. A desculpa vem com o nome hipócrita de qualidade de vida. Mas é só uma campanha precisar e tá todo mundo fudido lá, no seu fim de semana, perdendo sua qualidade de vida. O que não há mal algum se o profissional tem paixão e compromisso com aquilo. O problema é que se ele quiser compensar suas horas extras (e sempre são muitas) chegando 30 minutos atrasados, às vezes resolvendo problemas pessoas, passa a ser recriminado e perseguido por isso. Toma advertências como um garoto na quinta série. Primeiro verbal, depois por escrito. Faz favor… que mercado é esse, que mentalidade é essa?
Nessa mesa quadrada há donos e gestores. É um ponto de vista interessante, mas é só um ponto. Porque o que percebi há alguns dias é que há agência que te vigia se você se comunica por mídias sociais, MSN. Que bloqueia Orkut na empresa, mas tem área que se diz perita em mídias sociais. Agência que acha ruim de você mandar links pra todos, tornando algo comum, uma idéia interessante. Agência, acreditem, que chama de ociosos e de vagabundos seus profissionais porque trocam ideias no lanche. E, pior, totalmente alheia ao que se passa na sua criação. Deixando claro que a criação está lá, ralando, se desdobrando pra cumprir o que os clientes querem e gerando o lucro para os carrões, os silicones e as piscinas aquecidas dos donos. Agência que valoriza mais o cartão de ponto do que criar uma experiência de comprometimento e resultado com seus funcionários. Agência que acha que clima organizacional é fazer happy hour e dar presente no dias das crianças. Pior, agência cujos donos parecem que administram uma empresa de limpeza, sem desmerecer quem trabalha numa empresa de limpeza. E, o pior de tudo: agência que leva pro pessoal coisas que deveriam ser tratadas profissionalmente. Coisa de agência/família/gente/unida/juntos/venceremos. Toda generalização é um erro, mas traz fatos. Não estou sendo generalista. Pelo contrário, estou sendo bem específico se é que me entendem.
Enfim, em agência assim, o melhor é a mão-de-obra dar o fora!
outubro 31st, 2009 at 01:53
Paixão e cultura profissionais são proporcionais ao salário que você rebece por fazer o que gosta.
O resto é desculpa esfarrapada.
outubro 31st, 2009 at 11:04
Cabral, mais específico impossivel.
outubro 31st, 2009 at 12:22
Complementando:
Paixão e cultura profissionais são proporcionais ao salário e o respeito que você recebe por fazer o que gosta.
O resto é desculpa esfarrapada.
outubro 31st, 2009 at 14:48
RT @eugeniomohallem: Quando a verba é tímida a comunicação tem que ser assanhada.
outubro 31st, 2009 at 17:27
Dó pra deixar claro. Mina opinião sobre isso eu deixei no quadro anterior e concordo que falta ideia. E que boa parte disso é culpa de quem comanda.
outubro 31st, 2009 at 19:11
*só
novembro 1st, 2009 at 16:36
Faço do comentário do Cabral o meu, mas só acrescentando que…
Eu hoje sou a “mão-de-obra que deu o fora”, meu ultimo “emprego”, meu patrão era realmente mais interessado que eu chegasse na hora certa do que se eu fazia 2 ou 3 horas extras por dia.
Apaixonado pela area, sou, dedicado muito, gosto do que faço e melhor… acredito no que faço!
Pessoas como a do vídeo enchem a boca para dizer “eu tenho uma agencia e falta mão de obra”… cara, agencia = faça um CNPJ (easy), alugue um escritório (easy) e o resto, e só o talento que sua “mão de obra” que você não tratou bem pode fazer tão bem ou melhor que você.
Hoje trabalho em casa, super satisfeito, e em breve montarei um negócio para mim,
Mais uma coisa, um outro do vídeo, porque não me atrai nem saber o nome destes, fala de “formação/informação”, só me parece mais uma daquelas pessoas antiquadas que não conseguem se adaptar aos dias de hoje, com tanta informação e formação ao alcance de qualquer um e pensam que gente nova não pode fazer o trabalho que eles fazem a anos, e nem sempre fazem bem feito.
Não tenho nem o curso superior da area, eu sou o que vocês chamam de “micreiro”, mas acho muito engraçado e edificante quando eu “jovem e sem formação” ganho o cliente que a anos estava fazendo trabalho em outra agencia com pessoas “experientes e de formação” estando insatisfeito e louco para que alguém lhe trouxesse MÃO DE OBRA DE QUALIDADE
A mão de obra de qualidade está aí, na sua frente, naquele cara que chega 5 minutos atrasado, que se veste de forma estranha, que pode até ser um pouco desatento as vezes.. e você da um esporro nele por coisas simples e sem real importancia, broxando toda a motivação e ideias que ele tinha pra lhe entregar naquele dia.
Não está faltando mão de obra qualificada, está faltando PATRÕES QUALIFICADOS.
novembro 2nd, 2009 at 13:27
Comentários pesados, mas o mais triste que tudo é verdade. Gostei da idéia de ter uma mesa quadrada com os funcionários…caso venha a ter, gostaria de fazer parte.
A culpa de o mercado estar assim não é apenas por conta da falta de paixão dos funcionários, falta de interesse, falta de referencia, mas sim pela falta de cultura dos anunciantes também.
Como desenvolver um trabalho legal, bem criativo, estruturado, com planejamento e estratégias excelentes se as pessoas/gestores/ gerente de mkt são pessoas que são formadas em letras, geografia sem saber nem o que é um fotolito ou GRP? Mas isso não são méritos apenas de empresas pequenas/familiares, grandes empresas da nossa cidade, por exemplo, promove uma pessoa do telemarketing que é boa de serviço para supervisor de área e manda ela tomar conta da comunicação do setor. Ai junta o lado do anunciante que não tem profissionais capacitados da área de comunicação, com a mão de obra ruim de algumas agencias e o problema de nunca falar não para o cliente, por isso o mercado esta nesse nível.
Sem dizer do nível das faculdades estarem caindo cada vez mais em Uberlândia, pois quem viu o vídeo aqui nesse blog que estava avaliando o nível de conhecimento dos estudantes de comunicação sabe do que estou dizendo. É VERGONHOSO.
novembro 2nd, 2009 at 14:10
Não sei quem disse “as pessoas querem um lugar ao sol na sobra” e “os jovens hoje estão amadurecendo cada vez mais tarde” concordo plenamente com ambas as frases.
Quem começou a carreira ganhando muito? Que eu conheço ninguém. Já vi jovens profissionais sem nunca ter trabalhado na vida, sem ter um pingo de experiência lutar para ter um emprego/estagio em qualquer agencia e para qualquer cargo, só que não aceitam um salário de R$600,00 + passe, pois acha pouco. Concordo que é pouco, mas por acaso essa pessoa tem experiência?
Ai esse mesmo profissional se forma sem experiência, entra no mercado ganhando pouco em qualquer emprego, não evolui, fica desmotivado pelo baixo salário e joga o nível do mercado para baixo. Nisso as agencias pagam cada vez menos, pois não se acha mão de obra qualificada, ai o serviço prestado pela grande maioria das agencias cai de qualidade e os cliente não vão querer pagar MAIS para ter MENOS e assim fica no circulo vicioso que estamos hoje.
Os bons profissionais que se formam aqui, vão para os grandes mercados atrás de reconhecimento, conhecimento, salários melhores. Restando apenas alguns bons profissionais em Uberlândia, porem parte desses bons por receber baixo salário (em decorrência dos ruins jogarem o nível para baixo) mudam totalmente de área abrindo bares, indo trabalhar com os pais que tem empresa, prestando concurso publico.
novembro 3rd, 2009 at 09:40
Dramática a desatenção destinada à gramática…verdadeira tragédia, trágica comédia, Goldoni e Molière metendo o bedelho nos devaneios de Stanislaw como se fossem um leprechaun. Valei-me, São Bernardino de Siena!
novembro 3rd, 2009 at 17:05
quale jorge fala portugues !!!
novembro 3rd, 2009 at 17:26
Desculpe-me pelo atrevimento, mas permita-me perguntá-lo, prezado: qual língua é essa que você imagina estar usando? Cadê os acentos, vírgulas e congêneres?
novembro 6th, 2009 at 09:56
Jorge, a lingua a qual ele faz referência é o nosso velho e bom portugues que não aceita termos
como o que vc escreveu acima:”imagina estar usando” hummm três ações para quem fala de Goldoni e Molière é um tanto quanto demais pra nós todos acredito.
O correto seria: que lingua é essa que você imagina estar a usar?