Mesa Quadrada #3.1 – Valorização da mão de obra!
Postado em: novembro 18, 2009
Categoria: Geral, Mesa Quadrada
Mais um Mesa Quadrada no ar! Atendendo o pedido dos leitores convidamos funcionários e estagiários para debater o mercado. Pra começar bem, a pergunta: Vocês estão sendo valorizados? Bora ver!
Participantes:
Vitor Freitas – Blues
Fabiano Nardini – Blues
Magrelo – Loop
Fabio Rezende – Grupo Creative
Guilherme Gomes – R&B
Renato Cabral – Autônomo
Thiago Loreto – WebRoom
Ana Paula – PrismaFs

novembro 18th, 2009 at 18:24
Oi!
Parabéns pelo tópico. Mas acho que ninguém ainda respondeu a pergunta principal: “Pra começar bem, a pergunta: Vocês acham que estão sendo bem remunerados? Bora ver!”
Aguardando o segundo capítulo.
novembro 18th, 2009 at 19:29
Tá ai!
A oportunidade que muitos pediram é esta.
Até agora participações construtivas e que seguem a ética.
Parabéns a todos os participantes e falem o que tem que ser falado!
novembro 18th, 2009 at 20:55
Concordo muito com o que o Cabral e o Magrello falaram.
Tem uma coisa que sempre me chama a atenção nesse assunto de horário. Chefe quer sempre que você cumpra a CLT, horário das 8h ao 12h e da 13h30 as 18h18 pra não trabalhar no sábado. Tá na lei e você tem que cumprir. Mas parece que esquecem os deveres deles também. Quando o funcionário passa das 18h18 pra cumprir prazos estourados, quando vara a noite a fora e no outro dia ainda tem que chegar lá as 8h pra ninguém achar ruim. Hora extra, quase nenhuma paga, outras pela metade, outras nem se quer pagam. Algumas dão bónus no final do mês, o que pode ser interessante também. O difícil é achar uma fórmula certa pra essa profissão complicada. Mas uma coisa com certeza faz os profissionais trabalharem mais tranquilos, seja de madrugada ou não. Fazer bons trabalhos e com respeito.
O estagiário vive sempre um dilema. É contratado como estagiário, faz trabalho de 10, responsabilidades e cobranças de profissional de 10 anos de casa, tinha que fazer 6h como consta na CLT fora os dias que deveria sair mais cedo para as provas, mas isso nunca acontece. E se sai as 18h18 também acham ruim. Porém se ficam mais tempo na agência arrumam problema na faculdade, pois professor nunca entende. Acho que a agência acaba sendo uma escola muito melhor que a própria faculdade, mas vida de estagiário realmente não é fácil.
Ao mesmo tempo, quando a agência é mais tranquila com o horário alguns profissionais acabam abusando. Ai concordo que acaba atrapalhando. Mas acho que é uma questão de selecionar bons profissionais. Os que realmente querem trabalhar. E vai da qualidade da agência também.
É realmente complicado essa nossa profissão. A forma de trabalho é realmente muito puxada e, como disseram, falta uma cultura geral no mercado. Cliente, agência e mão-de-obra. Essa loucura do mercado as vezes fazem as agencias pensarem só no lucro.
Ficou bacana o primeiro bloco. Parabéns. E Cabral, cuidado com as “vozes” e essa cerveja rsrsrs…
Abraço a todos.
novembro 18th, 2009 at 21:02
||||| deleta os anteriores, da próxima vez faço um rascunho antes
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Uai, esqueceram de me chamar pra participar. Eu não ia cobrar cachê, só passagem e estadia mas, tudo bem, mando o recado por escrito mesmo. O problema, caros, não é que modelo de agência em Uberlândia está errado, pois o modelo de agência – enquanto agência – está errado no universo. As agências remuneram mal na mesma medida que lucram mal. O patrão desvaloriza na mesma medida que é desvalorizado. Essa expectativa empresarial tradicional de ganhar via comissão de produção e veiculação é o que está matando o negócio. Daí que o buraco depende da organização das “ex-agências” para revogarem de vez a legislação atual que coloca o cabresto na categoria via veículos de comunicação e licitações públicas. A primeira providência é extinguir o nome e o contexto de “agência” como se fosse apenas uma intermediária, uma atravessadora de comunicação, de mídia. Basta isso, alterar a legislação para uma nova realidade, oficializar o papel atual de gestora de comunicação, abrindo mão de comissões e cobrando por projeto contratado (preto no branco). Sem comissões, a mídia se tornará mais barata e mais concorrida. Sem comissões, será o fim do trabalho especulativo, por risco. A lógica é simples, enquanto o negócio de comunicação publicitária não “valorizar” a sua posição de empresa produtora também não vai valorizar seus colaboradores. A lição do mercado é uma só. Cada vez que uma empresa de comunicação prefere pagar mal ou abrir mão de bons funcionários ela se desvaloriza proporcionalmente no mercado. Sinal de que está investindo errado. Quem acha que estou errado pode zurrar à vontade.
novembro 18th, 2009 at 22:16
Eu discordo do Cabral de q idéia é algo técnico. Idéia vem sim de inspirações, aspirações, “algo divino” e, mais, idéia pode sim NÃO aparecer das 8h às 18h. Aquilo q mexe com subjetividade, inconsciente e estado de espírito não tem muito a ver com técnica. O raciocínio é técnico. A maneira de vc organizar suas idéias (e a de outros) é técnica. E, no campo do racional, pode ter hora pra acontecer e deadline pra entregar. Ainda, pessoas q conseguem ter idéias sob pressão, prazo curto e chefe pé-no-saco têm uma técnica, por assim dizer, q faz toda a diferença frente aquela q tem idéias mirabolantes — de sacada mesmo –, mas q não conseguem ouvir um “não” como resposta ou mesmo um “vc tem meia hora pra fechar esse conceito”, q se perdem totalmente. A experiência (e falo da experiência de trabalho sob pressão) é pura técnica. Mas a subjetividade da idéia enqto algo q germina na nossa cabeça, isso, pra mim, não tem nada de técnico. Abraço Cabral e galera do Mesa!
novembro 18th, 2009 at 23:03
Fábio eu concordo totalmente quando vc diz “Tudo ta na base da informação”, a informação vem do atendimento que é a voz do cliente pra agência e vice versa, hoje em dia o atendimento confunde o cargo de atendente e encaminhador de e-mail com sua real função de concentrar conteúdo do job e pretenção do cliente, tenho uma teoria… o cliente vê o profissional que o atende. E não a agência que verdadeiramente desenvolve todo um trabalho em equipe, e se esse o gerente de contas é despreparado toda a agência sai prejudicada.
Palavras de um Jovem…
novembro 19th, 2009 at 08:34
Uepa, visto por aqui a parada é outra.
Muito bom. Que venham as outras partes do debate.
novembro 19th, 2009 at 13:30
[...] This post was mentioned on Twitter by renato cabral, Antonio Kuntz. Antonio Kuntz said: @oruminante Pra vc ver, "censuraram" meu comentário no http://bit.ly/4annsZ . Mas reproduzo aqui: http://kntz.com.br/. Entenda como quiser. [...]
novembro 19th, 2009 at 14:29
Cabral, estou com você.
novembro 19th, 2009 at 16:58
Eu concordo com o Cabral
e discordo com o Edinho
. Ainda tem gente que acredita q criar, criatividade e inteligência é um dote. Não, muito longe disso. Fazemos isso o dia inteiro, resolvendo nossas babagens cotidianas, principalmente as q envolve trabalhos, chefes e família. Criar publicidade não tem a menor proximidade com fazer arte. É um ofício como outro qualquer. Ter um raciocínio, fazer uma associação criativa, usando seu repertório (in, con e subconsciente) é questão de exercício e treinamento, de disposição, é como o bom tecelão ou como o bom artesão. E, por isso, claro, gostar do que faz faz toda diferença para o resultado. Quem acredita que isso é coisa divina, ou que deve esperar os momentos de iluminação é um preguiçoso mental ou lhe falta leitura, repertório e treino para aprender a criar e ficar bom nisso, que seja merdas, que seja coisas que as pessoas não estão acostumadas, que sejam produtos que vendam ou não. Da publicidade, espera-se que algo venda. Da arte, espera-se que algo possa ser fruído, que possa ser consumido de uma outra forma. Sim, é óbvio que se vc estiver motivado, tiver autoconfiança, uma boa ereção no dia anterior com a namorada, etc, vc estará mais disposto a se exercitar e a se excitar. Agora dizer que deu branco ou que não dá tempo é que é foda. E quer saber? Eu não concordo com ninguém, nem com o grande Kuntz, talvez com o Magrelo que quer morar na práia e vender água de coco e ao invés de uma magicmouse quer uma magicpussy. É isso. Amo vcs, mas tem dia.
novembro 19th, 2009 at 17:05
Vitão, uma coisa pq tem gente confundindo. A pergunta que vc faz primeiro na mesa não é a que vc fez de chamada no site. Salário foi a última coisa que falamos. A sua primeira pergunta é sobre valorização e reconhecimento, não sobre salário, a princípio. E, ah, Edinho, se tiver tréplica eu te pego na porrada no praia.
novembro 19th, 2009 at 17:05
Ah, beleza, me descensuraram… foi culpa do php (risos). Mas voltando ao tema. Não adianta discutir a relação patrão x empregado sob o ponto de vista de empregado mal remunerado, aceitando a divisão como normal e legal. A baixa remuneração no mercado publicitário é um problema do modelo do negócio em si, decadente desde os anos noventa. Sem solucionar o modelo de negócio o empresariado tem apenas uma saída para sobreviver, pagar pouco. E são as novas agências que precisam mostrar a que vieram, para repetir os erros das gerações anteriores ou para revolucionar o modelo. Uberlândia tem a massa crítica pra essa revolução. Paralelo a isso, é preciso tornar o sindicato das agências e funcionários o mais forte do país. É um começo. A negociação de cargos e salários passa por aí, é a regra que a história mundial ensina. Ou vc ainda acredita nas contos da carochinha de revistas no estilo Você S.A.?
novembro 19th, 2009 at 18:32
nops!
novembro 20th, 2009 at 14:46
Cabral, é assim mesmo. O tema é colocado em pauta, vcs debatem, a gente discute expondo os pontos de vista aqui e vc me vem com discriminação e retaliação. Não vou usar deste espaço pra te mandar a merda pq não quero dar uma de Cabral. Mas, de boa véi, te espero lá no “escritório” então! Abraço pro pessoal q eu conheço e pros q eu não conheço tb. E vc, chupa q é de uva!!
novembro 23rd, 2009 at 14:20
Opa, sem roberts e excelente debate, moçada convidada ta nota dez.
Parabens.
novembro 23rd, 2009 at 16:08
Cadê a Mesa Quadrada #3.2 – Valorização da mão de obra!????